Cobertura FANTASTICON 2011 – parte 1

Bom gente, é isso, ontem começou oficialmente o maior encontro da Lit. Fan. do Brasil, o FANTASTICON. Em sua quinta edição, esse grande evento traz diversos lançamentos e seções de autógrafos, e oficinas e palestras para todos os gostos.
Como de costume, o primeiro dia não esteve tão lotado, afinal, não é todo mundo que pode passar uma noite “de semana”  na biblioteca, mas a expectativa para hoje e amanha é de casa cheia.
Ainda sobre ontem, houva a palestra do autor da novela “os mutantes”, um expoente no gênero de fantástico na rede nacional de televisão aberta, conquistando inclusive pontos de audiência iguais ou maiores do que as principais emissoras concorrentes durante sua exibição. O autor no contou diversos detalhes interessantes de sua experiencia com os mutantes alem de debater as possibilidades do fantástico no que se refere a produção televisiva brasileira.

Depois da palestra de abertura foi servido um delicioso buffet, como é de costume acontecer nos grandes eventos realizados na Viriato Correia, mas, mesmo com boa comida e boa palestra, o que na minha humilde opinião roubou a noite foram os presentes. Vindos de todos os cantos do Brasil e, incluindo um convidado internacional, autores e leitores mantiveram um bate papo gostoso e cheio daquelas informações que a gente só ouve quando tá lá e não pode contar pra ninguém… rsrsrs – tá, maldade da minha parte falar isso, mas foi a mais pura verdade. – Infelizmente, não vou citar ninguém que estava lá porque não quero incorrer em esquecer qualquer um dos fantásticos companheiros presentes, então nem perguntem… quem sabe depois, no post de hoje, provavelmente mais longo devido as inúmeras atividades que haverão eu possa citar a galera… vou pensar…rsrsrs

Bom, por hora é só, to indo pro FANTASTICON, quem vem comigo?

Will

Agosto Literário

Para os muitos que me perguntaram se o site estava abandonado e me cobraram posts, o motivo do Arena andar tão inativo não é mais um mistério, entretanto, para a maioria de vocês ainda devo uma explicação. O aparente sumiço dos gladiadores se deveu a problemas tecnicos que, até hoje, ainda não havia sido reparados. Isso nos custou quase 3 semanas de posts, mas de forma alguma tirou a nossa vitalidade. Existem diversos assuntos sobre os quais eu gostaria de falar no momento, mas sinto que primeiro devemos colocar em ordem os posts atrasados. Peço desculpas ao  amigo Marcelo Paschoalin, do Letra Impressa por falhar em dois posts do nosso projeto, mas eles serão devidamente colocados em dia, começando segunda feira! Quanto a essa semana, a ultima semana antes do maior evento da Li. Fan. Nacional – o Fantasticon – queremos postar varias resenhas já em atraso e lançar algumas promoções, portanto fiquem bem atentos aos nossos proximos posts. Tentaremos fazer dois por dia, mas não prometo nada…rs Por hora me contento em lançar o especial Resenhas Fantasticas, no qual as ultimas resenhas feitas ela equipe do Arena terão seu destaque merecido, entre elas, varias resenhas dos livros da nossa parceira Editora Estronho, além da resenha-promoção da antologia Asgard, e o mais novo romance lançado pelo Marcelo. E ai, prontos para começar?
Um grande abraço.
Will.

NaNoMagia!

Bom galera, segundona de novo, dia do nosso post do NaNoWriMo. Ai vem um e diz “Maaaasssss não tava rolando um especial de magia???” E eu respondo, não, não estava, está! E como isso tem a ver com o NaNo??? Difícil… Mas foi justamente buscando essa resposta para preparar um post super bacana para vocês que me deparei com uma das dicas gringas, um teste, ou exame para ser exato, que une magia, fantasia e NaNo. Ele é composto de 75 perguntas, as quais traduzirei abaixo (25 em cada post pra não sobrecarregar), e te ajuda a bolar sua história sem ser um panaca que acha que é melhor que Tolkien, mas está apenas roubando suas idéias… parece bom não? Então vamos a ele e, como os próprios autores do exame disseram, qualquer resposta sim deve resultar no abandono completo do projeto de romance!! Rsrsrs

1 – Não acontece nada nas cinqüenta primeiras páginas?

2 – Seu personagem principal é um jovem fazendeiro com parentes misteriosos?

3 – Seu personagem principal é o herdeiro do trono, mas não sabe?

4 – A sua história é sobre um personagem jovem que vai crescendo e ganhando poderes incríveis até finalmente derrotar o bandido supremo?

5 – A sua história é sobre a busca por um artefato mágico que ira salvar o mundo?

6 – Ou quem sabe destruí-lo?

7 – A sua história gira em torno de uma antiga profecia sobre “o um” que vai salvar o mundo e todas as forças do bem?

8 – A sua história tem um personagem cujo único propósito é aparecer em momentos distintos da trama apenas para repassar informações?

9 – A sua história contem um personagem que na verdade é um Deus disfarçado?

10 – O bandido supremo é na verdade o pai do seu personagem principal?

11 – É o rei do seu mundo um rei bondoso enganado por um mago do mal?

12 – Um mago meio esquecido (ou com problemas de memória) é a descrição de algum dos seus personagens?

13 – Ou que tal um guerreiro poderoso e de bom coração porem meio “lento”?

14 – Quem sabe um “místico velho e sábio que se recusa a dar detalhes da trama por seus próprios e misteriosos motivos?

15 – As personagens femininas da sua história passam muito tempo se preocupando com sua aparência quando o personagem principal masculino está por perto?

16 – Alguma, qualquer uma, das suas personagens femininos existe apenas para ser seqüestrada e resgatada?

17 – Alguma das suas personagens femininas existe apenas para incorporar os ideais feministas?

18 – A descrição “cozinheira atrapalhada, mais confortável com uma panela do que uma espada” se aplica a alguma personagem feminina da sua história?

19 – Ou seria “uma guerreira destemida, mais confortável com uma espada do que com uma panela” uma boa descrição de qualquer uma de suas personagens?

20 – Algum de seus personagens pode ser caracterizado como um “anão melancólico”?

21 – Ou talvez um meio elfo dividido entre sua humanidade e sua herança élfica?

22 – Você fez os anões amigos dos elfos só para ser diferente?

23 – Todos os personagens abaixo de quatro metros de altura estão lá apenas para serem o alivio cômico?

24 – Você acredita que os únicos dois usos para navios são pescaria ou pirataria?

25 – você não sabe quando a prensa de feno foi inventada?

 

Espero que tenha sido útil e que vocês tenham curtido… continuem acompanhando os posts do NaNoWriMo aqui e no letra impressa e, segunda que vem trago mais 25 perguntas, não percam!!!!

Will.

Aberto o Festival de Magia

É, eu sei, hoje é dia 15, hoje é a estreia do ultimo Harry Potter e eu não disse uma unica palavra sobre o bruxinho aqui no Arena e muita gente acha que é porque eu não gosto dele… Bom, isso de eu não gostar dele é até verdade, mas não é o motivo dele não estar aqui. O motivo é que, independente de qualquer coisa, ele não é brasileiro e um dos principais objetivos do Arena é divulgar a lit. nacional.

Entretanto, outro de nossos objetivos é trazer novidades e acompanhar o que os leitores estão curtindo no momento, então é obvio que o lançamento deste filme me deixou num impasse. Maaaas, nada que nós aqui do Arena não pudéssemos resolver! E se nós fizessemos um Especial Magia para vocês?
Um especial que pretende abordar as artes misticas e a magia presente na Lit. Fan. Nacional. Começaremos hoje com a resenha do “Filhos de Galagah” e do “Senhor das Sombras” do Leandro Reis que estará lançando amanha o ultimo volume da trilogia…
É pouco? Então que tal uma matéria do próprio autor sobre a magia em Grinmelken???? Melhorando não? Ainda neste especial teremos um top 10 magia e um post dedicado ao evento mais FANTASTICO(N) da lit. nacional!

Ah, e não se esqueçam de participar do sorteio de Os Filhos de Galagah, Aqui!
Então é com orgulho que eu declaro oficialmente aberto o Especial Magia do Arena Fantástica. Divirtam-se!!!

Resenha “Os Filhos de Galagah”

Por Ninive Leikis

Antes de mais nada, que fique bem claro que Leandro Reis (@Radrak) me deve uma manicure! Durante a semana que me dediquei à leitura de seu livro de estréia “Filhos de Galagah”, não só devorei cada linha com fome atroz, como destrui as minhas unhas em cada instante de tensão e expectativa (que não foram poucos, acredite-me!)

A trama mais do que interessante, contada com uma das melhores narrativas que vi recentemente, me deixou sentada na cama além da hora, curvada sobre as páginas de um livro, exatamente da maneira que eu adoro. Desesperada para chegar ao fim, e com medo de ter que dizer “tchau”.

A história somada a maneira que esta é contada não teriam um sabor tão adstringente (e quando digo isto, não o digo como uma crítica negativa. É um gosto que fica na boca por muito tempo, cutucando-nos para que peguemos o livro e não o soltemos até ter chego ao fim. E depois irá te perturbar para ir atrás da continuação.) se não fossem pelas personagens que povoaram este mundo novo impresso em papel branco.

Me encantei com Sephiros e Gawyn, ri ao lado deles, e me comovi com suas tragédias, sem, em momento algum, deixar de me impressionar por sua força de caráter e de vontade. Berrei com Airon quando foi necessário, e abracei Elaine desesperadamente, quando esta se encontrava inconsolável. Em Galatea e Ethan enxerguei a coragem e a fé de verdadeiros paladinos, os admirei por isso e, mesmo nunca tendo simpatizado com a “classe” (eu sempre joguei como ladina, com licença… hehehe), quis pegar em armas e lutar ao lado deles, pelos valores deles.

Temi Enelock como uma criança, e senti o sangue correr mais devagar, gelado de pavor, quando Merkanos estava há apenas poucos passos.

Se me dessem a oportunidade teria saltado em uma das carroças da Companhia de Dalmut para viajar ao lado deles por Grinmelken, ou pego em armas e decapitado Sukemarantus, como ele merecia! E admito, sem vergonha alguma, que teria me sentido honrada em aprender a arte da espada com Módius e Tenários.

E, depois de tantos amigos e inimigos citados, me reservo o direito de ter meus três favoritos, ainda inéditos neste texto. Estes me conquistaram de uma maneira diferenciada. Não que não tenha me comovido com os demais, mas estes três dominaram sobre uma parte de mim que normalmente permanece vazia. Vanliot, o Bobo da Corte; Thomasil Goldshine, o príncipe de Galagah; Iallanara Nindra, a Bruxa Vermelha. Foram as aparições destes, seus sonhos e suas descrenças, seus dramas e suas dificuldades que me arrancaram sorrisos, lágrimas secas, taquicardias inesperadas e até mesmo unhas! Se eu fosse explicar o que neles me cativou, acabaria dizendo detalhes cruciais, que arruinariam o seu divertimento. Só posso dizer que, de certa forma, estes foram os três mais humanos da história, e, por isso, foi a perspectiva deles que me soou mais próxima, mais palpável e, por isso, mais atraente.


Resenha “O Senhor das Sombras”

Por Ninive Leikis

Novamente, Leandro Reis armou uma armadilha para todos nós. Foi colocada cuidadosamente logo na primeira linha do livro, e é programada para soltá-lo, em parte, única e exclusivamente, quando alcançar o final. Esta armadilha prende o seu corpo a um transporte intangível que o levará por uma viagem inesquecível, recheada de tudo e mais um pouco. Uma vez mais, fui encantada pela maneira palpável com a qual @Radrak recita suas histórias, era como estar ao lado dele sendo capaz de ver o brilho de seus olhos por trás dos óculos, ou, mais ainda, era como estar no meio dos heróis, se preparando para empunhar as armas e avançar na direção dos inimigos, cruzando as planícies bárbaras como se fôssemos parte daquele mundo, sedentos pela pós-vida dos mortos vivos liderado pelos comandados de Enelock.

Contrastando com o primeiro livro da trilogia, no qual houveram muitos diálogos, planos, ameaças e viagens, este livro conta com uma palavra essencialmente, que se expressa de duas maneiras distintas, mas não paralelas. E esta palavra é: conflito.

Neste trajeto conhecemos mais à respeito de Iallanara Nindra (o rubi brilhante dos meus olhos), também chamada de Bruxa Vermelha, e uma das personagens com o histórico e personalidade mais complicados de todo o grupo que acompanha a princesa e campeã sagrada Galatea Goldshine. E não somente sobre ela obteremos conhecimento, mas também sobre aquele que tornou a vida da Templaris um inferno, e também deu nome ao livro, Sukemarantus, o senhor das sombras. Adoraria dizer exatamente o que sabemos sobre eles, mas…    LEIA MAIS ->

NaNoWriMo – Parte 2 – A preparação

Ok gente, hoje é segunda e é dia do post sobre o NanoWriMo, então vamos a ele sem maiores rodeios, o que acham?

Hoje eu quero falar sobre a preparação, completamente opcional, mas que pode ajudar muito durante o seu mês de Novembro e, sobre a atitude “correta” para aproveitar o NaNo.

Primeiro a preparação. Como já vimos, as pessoas tem modos diferentes de encarar o NaNo, variando, principalmente, no que elas querem fazer com ele. A preparação é um ponto importante, mas, da mesma forma que os objetivos, ela também vem em formas diferentes. Para aqueles que desejam aproveitar o que irão escrever durante o NaNo no futuro, o ideal é que a preparação inclua uma parte mais extensa de pesquisa, e talvez até algumas fichas prévias de personagens e coisas afins. Para aqueles que irão participar mais pela diversão e pelo desafio, a preparação é basicamente um roteiro que vai ajudar na confecção do texto final.

Isso também vale para escritores iniciantes que, por ventura, não sejam insanos o suficiente para participar do NaNo, pois a criação de um roteiro pode ajudar, e geralmente ajuda bastante, na produção de um romance, independente de em quanto tempo ele é escrito. Na verdade o roteiro, ou planejamento, ajuda na criação de qualquer uma das categorias de texto – romance, conto, novela, etc… – não só otimizando o tempo de produção, mas também contribuindo para a coerência da trama e dos próprios autores, ao lhes fornecer uma linha de raciocínio mais simples – geralmente composta de fatos da trama principal – apenas para norteá-lo.

Existem, claro, os autores que não concordam com isso e acham que a preparação de um roteiro pode limitar os horizontes de um autor ao fazê-lo se preocupar única em seguir o planejamento, mas, particularmente acho que um bom roteiro não é indispensável, mas ajuda bastante.

Considerações pessoais a parte, entro no segundo item deste post, a atitude “NaNo”. Eu sei que pode parecer repetitivo, e, para mim também pareceu quando li sobre essa “atitude” em vários sites com dicas para escritores que pensam em se aventurar no NaNo, mas, com o tempo, vim a perceber que esse tema é recorrente justamente porque é essencial que se entenda que sem essa atitude a experiência perde grande parte de sua validade.

Essa atitude que se fala tanto no NaNo é basicamente entender que você não vai ganhar dinheiro com o NaNo – talvez pegando o que escreveu e revisando depois você consiga uma publicação – nem nenhum troféu, nem vai provar nada. O NaNo é para você se libertar das limitações e preocupações que geralmente estão atreladas ao ato de escrever, levando sua imaginação aos limites e além.O NaNo é para se bater a meta, mas não para se frustrar caso não consiga. A atitude NaNo é uma atitude simples e despretensiosa. Uma atitude de quem esta mais preocupado em aprender e se divertir do que qualquer outra coisa. Não se esqueçam disso!

Eeeee… por hoje é só pessoal! Espero que estejam gostando da preparação para o NaNo que o Marcelo do Letraimpressa e a gente aqui do Arena Fantástica estamos montando para vocês.

Um grande abraço e

Avante Gladiadores!

Will.